De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), até o ano de 2008 68,8% do esgoto coletado não era tratado
e o percentual de municípios que lançavam seus resíduos a vazadouros a céu
aberto era de 50,8%.
O lançamento desses resíduos diretamente num corpo receptor de
água ou no solo, gera degradação e contaminação do meio ambiente. Sendo assim,
para se evitar problemas ambientais, estes resíduos necessitam de técnicas de
tratamento (QUEGE; ALMEIDA; UCKER, 2013).
Há muito se busca qual a melhor opção para o tratamento de água residual, seja de origem doméstica ou industrial. No Brasil, predominantemente, utiliza-se as chamadas Estações de Tratamento de Efluentes (ETE), no entanto, essas ETEs têm um alto custo de implantação e manutenção. Como alternativa à estas tradicionais ETEs, existem, os jardins filtrantes que utilizam raízes de plantas para o tratamento de água. Segundo PHILIPPI et al (2007) o estudo de sistema de tratamento de águas residuais por raízes vem sendo realizado desde os meados de 1970 e intensificados a partir de 1990, notadamente na Alemanha, França, Reino Unido e Nova Zelândia. No Brasil esse sistema pode ser considerado recente pois ,há mais de uma década, empresas vem desenvolvendo esses jardins filtrantes. A ideia destes jardins é que, por meio da própria natureza, seja possível purificar a água, utilizando a flora natural do local, evitando problemas de introdução de espécies novas num ecossistema diferente (CIÊNCIAS DO AMBIENTE, 2010).
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| Jardim Filtrante |
CIÊNCIAS
DO AMBIENTE. Comparativo entre estações de tratamento de efluentes convencionais e
jardins filtrantes. Campinas: Unicamp, 2010. Disponível em <http://goo.gl/nwjPxF>.
Acesso em: 30 set. 2014.
INSTITUTO
BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional de Saneamento Básico: 2008. Rio de Janeiro: IBGE,
2010. [219 p.]. Disponível em <http://goo.gl/UQ3oEt>. Acesso em: 16 out. 2014.
Philippi, Luiz Sérgio, et al. Eficácia dos sistemas de tratamento de esgoto doméstico e
de água para consumo humano utilizando wetlands considerando períodos
diferentes de instalação e diferentes substratos e plantas utilizados. 62 f
Categoria do Trabalho Acadêmico (pesquisa científica)- Departamento de
Engenharia Sanitária e Ambiental, Universidade Federal de Santa Catarina, 2007.
Disponível em <file:///C:/Users/P%C3%A2mela/Downloads/Pesquisa%20sobre%20Eflentes%20Dom%C3%A9sticos%20-%20UFSC.pdf>. Acesso em: 14
out. 2014.
QUEGE, Karina Eliane; ALMEIDA, Rogério de Araújo; UCKER, Fernando Ernesto. Utilização de plantas de bambu no tratamento de esgoto sanitário pelo sistema de alagados construídos. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, Cascavel, v10, nº 10, 2069-2080, abr 2013. Disponível em <http://goo.gl/D5I1PO>. Acesso em: 30 set. 2014.
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