quarta-feira, 12 de novembro de 2014

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até o ano de 2008 68,8% do esgoto coletado não era tratado e o percentual de municípios que lançavam seus resíduos a vazadouros a céu aberto era de 50,8%.
O lançamento desses resíduos diretamente num corpo receptor de água ou no solo, gera degradação e contaminação do meio ambiente. Sendo assim, para se evitar problemas ambientais, estes resíduos necessitam de técnicas de tratamento (QUEGE; ALMEIDA; UCKER, 2013).
Há muito se busca qual a melhor opção para o tratamento de água residual, seja de origem doméstica ou industrial. No Brasil, predominantemente, utiliza-se as chamadas Estações de Tratamento de Efluentes (ETE), no entanto, essas ETEs têm um alto custo de implantação e manutenção. Como alternativa à estas tradicionais ETEs, existem, os jardins filtrantes que utilizam raízes de plantas para o tratamento de água. Segundo PHILIPPI et al (2007) o estudo de sistema de tratamento de águas residuais por raízes vem sendo realizado desde os meados de 1970 e intensificados a partir de 1990, notadamente na Alemanha, França, Reino Unido e Nova Zelândia. No Brasil esse sistema pode ser considerado recente pois ,há mais de uma década, empresas  vem desenvolvendo esses jardins filtrantes. A ideia destes jardins é que, por meio da própria natureza, seja possível purificar a água, utilizando a flora natural do local, evitando problemas de introdução de espécies novas num ecossistema diferente (CIÊNCIAS DO AMBIENTE, 2010).

Jardim Filtrante


Referências Bibliográficas

CIÊNCIAS DO AMBIENTE.  Comparativo entre estações de tratamento de efluentes convencionais e jardins filtrantes. Campinas: Unicamp, 2010. Disponível em  <http://goo.gl/nwjPxF>. Acesso em: 30 set. 2014.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional de Saneamento Básico: 2008. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. [219 p.]. Disponível em <http://goo.gl/UQ3oEt>. Acesso em: 16 out. 2014.
Philippi, Luiz Sérgio, et al. Eficácia dos sistemas de tratamento de esgoto doméstico e de água para consumo humano utilizando wetlands considerando períodos diferentes de instalação e diferentes substratos e plantas utilizados. 62 f Categoria do Trabalho Acadêmico (pesquisa científica)- Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental, Universidade Federal de Santa Catarina, 2007. Disponível em <file:///C:/Users/P%C3%A2mela/Downloads/Pesquisa%20sobre%20Eflentes%20Dom%C3%A9sticos%20-%20UFSC.pdf>. Acesso em: 14 out. 2014.
QUEGE, Karina Eliane; ALMEIDA, Rogério de Araújo; UCKER, Fernando Ernesto. Utilização de plantas de bambu no tratamento de esgoto sanitário pelo sistema de alagados construídos. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, Cascavel, v10, nº 10, 2069-2080, abr 2013. Disponível em <http://goo.gl/D5I1PO>. Acesso em: 30 set. 2014.

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